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Um estudo realizado pela Escola Pública de Saúde de Harvard, nos Estados Unidos e publicado na revista «BMC Medicine», conclui que 34g de quinoa por dia ajuda a reduzir em 17% o risco de morte por cancro, diabetes, problemas cardíacos e respiratórios.

A quinoa é uma proteína grão, a qual não contém glúten e confere uma enorme sensação de saciedade. Esta é também uma excelente fonte de proteínas, fibras, minerais e antioxidantes que ajudam proteger o organismo no que respeita, por exemplo, ao combate das inflamações. Contudo, estes benefícios não são exclusivos da quinoa, sendo uma característica comum aos grãos integrais, como o trigo e a aveia, nos quais o farelo e o gérmen permanecem, apresentando 25% mais proteína do que os grãos refinados como a massa e o arroz branco. Para além disso, contêm altos níveis de nutrientes como o zinco, cobre, ferro e tiamina que auxiliam no combate aos radicais livres.

Os investigadores analisaram a dieta e saúde de mais de 367 mil pessoas de oito estados nos Estados Unidos, durante 14 anos e concluíram que o consumo de grãos integrais está associado a uma redução de 11% no risco de morte por doenças respiratórias e 48% no caso dos diabetes, bem como uma redução de 15% no risco de cancro.
Os resultados mantêm-se mesmo quando os investigadores têm em conta a idade, o índice de massa corporal, a atividade física e se o indivíduo é ou não fumador.

Estudos anteriores tinham já mostrado que este tipo de grãos pode aumentar a densidade mineral dos ossos, desenvolver bactérias intestinais saudáveis e reduzir o risco de diabetes.

A quinoa pode ser ingerida ao pequeno-almoço, em substituição dos cereais habituais, ou mesmo às refeições principais, integrada em sopas, saladas, acompanhamentos (cozida como o arroz ou na forma de puré) ou sobremesas.

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Ana Catarina Correia
Clube Wiva

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